2028 o ano que o Brasil irá a guerra. Parte2


Sistema submarino de producaoNa primeira parte desta série encerramos com a afirmativa que “ todos os países que são grandes consumidores (de energia), tem acesso a tecnologia nuclear, forças militares treinadas e adestradas para atuar em qualquer lugar do mundo como tem sido demonstrado na atuação das forças de coalizão nos conflitos atuais”

Verificando os parceiros da Petrobras na atual exploração de petróleo do pré-sal vamos identificar vários , se não  todos estes países. Procuram através de acordos comerciais assegurarem uma parcela das descobertas que se mostram cada vez mais promissoras. O que irá então levar alguns destes países a situação desesperadora em termos de abastecimento de combustível? Fundamentalmente a atuação da Rússia. O ressurgimento da Rússia está intimamente ligado ao poder que detém como fornecedora de energia aos países europeus. O gás russo abastece hoje grande parte da Europa e uma escalada nos preços vai fazer com que alguns países busquem alternativas.

Como se daria uma guerra como esta? Haverá uma longa fase em que as tratativas diplomáticas prevalecerão. Estimo que entre 2015 e 2025 a mesa de reunião será o palco principal desta disputa. Como se sabe a exploração de petróleo em alto mar exige uma estrutura em terra bastante complexa. O abastecimento e transporte de pessoal para locais a mais de 300 km da costa implica em novos equipamentos e conceitos. Os helicópteros atuais não estão dimensionados para voos de mais de 600 km sem abastecimento, e no caso de algum imprevisto teriam que ir e voltar das bases sem parada para abastecimento.

Os investimentos em oleodutos ou em navios tanques capazes de transportar a quantidade de óleo necessária ao abastecimento de refinarias , são altos e demandam tempo de projeto e concretização.

Como estão muito longe da costa estas instalações apresentam um elevado grau de dificuldade em sua defesa. Da mesma forma ataca-las não é fácil. Apenas mísseis ou aviões sediados em porta-aviões poderiam atacá-las pelo ar e submarinos e navios de guerra poderiam sitiá-la. Uma aeronave decolando da África teria grande dificuldade de atingir o objetivo sem ser interceptada, mesmo com o abastecimento em voo.  Note que não haverá a intenção de destruir estas bases já que o objetivo será sempre se apoderar de seu controle.

Porta aviões de grande porte são alvos apetitosos. Não teriam como ficar escondidos por muito tempo. Sua posição será facilmente rastreada e seu ataque possível. Submarinos são alvos mais complexos.

Pelo raciocínio desenvolvido podemos afirmar que o Brasil deverá investir em  misseis terra-ar e aeronaves com grande autonomia de voo, para estar em vantagem operacional em relação a competidores. Também em submarinos com grande autonomia como são os de propulsão com reatores  nucleares.  O domínio da tecnologia de lançamento e desenvolvimento de satélites para garantir as comunicações é vital. Assegurar que os sistemas de comunicação tenham proteção contra ataques também é importante e sistemas e softwares próprios tem que ser desenvolvidos.

Uma outra forma de disputa será o estabelecimento de sondas em aguas além do limite de 200 milhas marítimas estabelecidos pelo Brasil. Este limite não é aceito sem restrições pelos demais países e uma contestação inicial se dará em torno da legitimidade deste limite. A outra contestação será feita através de tentativas de burlar as atuais concessões. Ou seja vencedores de um lote tentarão acessar jazidas já comprovadas fora dos limites de sua concessão. Espionagem realizada através de submarinos e interceptação de comunicações também serão fatores que elevarão a temperatura nas discussões.

A posição dos EEUU, será decisiva neste contexto. Embora tradicionais parceiros na OTAN (NATO) não deverão apoiar nenhum dos pretendentes estrangeiros desenvolvendo um apoio velado a posição nacional. A diplomacia brasileira mais uma vez será vital para assegurar esta neutralidade americana.

 

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Fonte: Instalações Submarinas (Prof. M. Herdeiro)

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