Governo eletrônico. Uma necessidade


Há dez anos atrás quando falávamos desse assunto era necessário fazer ao menos uma explicação do que se tratava. Os tempos passam mas a dúvida continua. Afinal o que é governo eletrônico?

No início era informar ao cidadão. Informar o nome das pessoas, os cargos os endereços e telefones do orgãos, das escolas, do atendimento. Por incrível que pareça isso não existia. Só indo lá e só perguntando a mais de uma pessoa, já que cada uma dava uma resposta diferente . Lembro que quando fomos fazer a presença do Detran na Internet uma pergunta tinha muitas respostas. Como um extrangeiro tira carteira de motorista no Brasil? Foi preciso dar um “freio de arrumação” para se chegar a uma resposta correta e completa.  

Depois investimos na prestação de serviços pela Internet. Isto incluía a segunda via de contas pela Cedae, a marcação de vistoria pelo Detran, a matrícula on line, a delegacia virtual, a solicitação de visita a instalações do governo, o pagamento de impostos, a consulta à dívidas, a consulta a andamento dos processos. Eram centenas de serviços que deveriam e poderiam ser prestados.

Agora a fase é de participação do cidadão. A participação no andamento dos trabalhos, no cumprimento de promessas de campanha. Um pitaco no orçamento participativo, na execução orçamentária. A denúncia de desvios de função, mau atendimento e principalmente idéias sobre como o governo pode melhorar a vida de cada um. Isso inclui quase sempre a participação de orgãos multidisciplinares já que os problemas são complexos e envolvem vários orgãos ou secretarias.

Vem agora uma intensa fase de desenvolvimento e implantação de sistemas de controle de gestão. Os recentes acontecimentos nas Câmaras brasileiras são um aperitivo do que está por vir. Não se tem informações gerenciais para o executivo de governo. As decisões portanto passam a ser pouco confiáveis e o resultado apurado é pífio. Basta lembrar que o mais importante programa de investimento brasileiro, o PAC foi lançado sem nenhum sitema de acompanhamento e controle digno desse nome.

Vem ainda uma fase de pesquisas rápidas e votações instantâneas. O cidadão 2.0 ou 3.0 vai ser chamado a opinar cada vez mais. Testar idéias antes que sejam colocadas em prática para todos. Como se faz com qualquer outro produto. Para isso é necessário empoderar o cidadão. A palavra é feia mas o resultado é bom. Com poder de informação e conhecimento o cidadão saberá escolher melhor a alternativa que mais lhe convem.

Vem mais coisa por aí e vamos fazer uma continuação sobre o assunto.

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