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Facebook, Mark Zuckerberg e o casamento

Facebook2Foi amplamente noticiado que logo após o IPO do Facebook o novo bilionário formalizou sua união com Priscilla Chan, doutora por Harvard. Em que pese a demonstração de caráter do Mark, casando com a antiga namorada, é o passo mais ariscado de sua careira. Jovens como ele, tem muito pouca experiência com mulheres e menos ainda de vida propriamente dita. Aos 28 anos ele passou a maior parte do  tempo na frente de um computador, com desenvolvedores, em disputas judicias e conversas com advogados. Qualquer jogador de futebol, americano ou brasileiro, ou de basquete poderia dar a ele alguns conselhos sobre o assunto.

A diferença de origens não é o mais importante, ele está aprendendo mandarim faz tempo e ela é perfeitamente adaptada ao estilo de vida americano. Ser doutora por Harvard não é fácil em todos os sentidos. Famílias com origem judaica fazem força para que seus descendentes casem com pessoas de mesma origem. O sucesso do Mark faz com que as opiniões dele sejam respeitadas e prevaleçam mesmo no seio familiar. Os de origem chinesa também tem suas preferências por casamentos intra raciais. Como serão as sogras, sogros, cunhados e demais parentes?

Na minha família esta mistura existe. Há pessoas de origem chinesa, irlandesa, alemã, americana, italiana, argentina e brasileira. Sei que não é fácil a convivência e o entendimento. Coisas como horário, desperdício, economia, hábitos alimentares, higiene pessoal, luxo, vaidade feminina são muito diferentes. O resultado é positivo e a sociedade brasileira tem demonstrado que até do ponto de vista físico há vantagens.

No mais é desejar felicidades ao casal e votos que eles consigam manter suas privacidades e de seus futuros filhos, fora dos aplicativos que fizeram dele um novo bilionário.

2028 o ano que o Brasil irá a guerra. Parte1

guerra2028A história da humanidade registra algumas épocas de calmaria. Ou de relativa paz entre as nações. A investigação mais profunda mostra no entanto que raras vezes houve efetivamente paz. As duas guerras mundiais foram traumatizantes e mostraram o que o ser humano é capaz de fazer em termos de barbárie.

O Instituo de Heidelberg, da cidade do mesmo nome, estuda, desde 1945, os conflitos mundiais e estima que o ano de 2011 foi o pior desde aquela época. Trezentos e oitenta e oito são os conflitos que o instituto acompanha em todo o mundo . Destes vinte são classificados como guerras e dezoito como guerra limitadas. O Brasil entra para estas estatísticas com dois problemas de intensidade média. O MST (Movimento dos Sem Terra) e o conflito no Rio de Janeiro entre traficantes de drogas e o governo.

No estudo há guerras motivadas por demarcação de fronteiras, de disputa territorial, mas as mais frequentes hoje são aquelas onde se atacam posições de forma preventiva. Um conceito utilizado por Israel e pelos Estados Unidos. A grande escalada de violência tem no continente africano o seu pior quadro, em especial a situação no Sudão e Somália. Os conflitos na Líbia, no Iraque colaboram para que o nível mais alto de violência tenha sido alcançado neste ano de 2011.

Uma das discussões mais raras no Brasil é a possibilidade de conflito armado. Praticamente não se considera a hipótese de declaração de guerra contra outra nação. Isto é real? As perguntas que se seguem são interessantes. Aonde, contra quem e por que?

Vamos começar a analisar possíveis cenários de conflito armado e depois contra quem este conflito seria dirigido. Logo também respondo a outra questão colocada. O Brasil deverá ir a estado de guerra para defender seus interesses e não para atacar nações além de suas fronteiras. Assim delimito o local geográfico onde se dará o conflito. Não descarto porem que a escalada das ações torne necessário que o teatro de operações seja estendido.

Há vários cenários que indicam que a disputas por recursos naturais será o motivo principal deste embate.

Hipótese primeira – A busca por combustíveis que são utilizados como fonte de energia é um ponto fixo e entra em todas as disputas. A Europa e o Japão são os mais fragilizados neste aspecto. Suas matrizes energéticas dependem de energia nuclear e combustíveis fósseis. O desastre de Fukujima e as leis ambientais aprovadas no âmbito do mercado comum europeu os deixam em uma situação dramática. As temperaturas do inverno de 2012 mostraram que o consumo de combustíveis fósseis aumentou muito levando os estoques estratégicos a níveis muito baixos. O desenvolvimento tecnológico atual ainda não permite que alternativas eólicas, de aproveitamento de energia solar ou das marés seja considerado efetivamente na solução do problema. O hidrogênio ou a fissão nuclear não apresentam resultados práticos que motivem projetos comerciais.

O aproveitamento de potencias hidráulicos é outro ponto de suporte da matriz energética mundial porem na Europa e no Japão não mostra possibilidade de solução do problema.

Então, por alguns anos mais, teremos que conviver que a matriz energética que tem nos hidrocarbonetos e na geração hidráulica suas fontes básicas de alimentação.

O preço do petróleo e do gás natural é um dos parâmetros da disputa. Quem estudar como foi a evolução destes preços vai notar que ao longo de 15 anos só houve uma forte interrupção na escalada ascendente. Foi durante o ano de 2008 com a crise econômica que fez com que os preços desabassem por um ano. Logo após foi retomado o crescimento de preço que acumula uma valorização de (448,73%) no período de fev 1997 – fev 2012, para o petróleo bruto e de (315,02%) para o gás natural russo, no mesmo período.

A intensificação de conflitos como indicado pelo Instituto Heidelberg só faz acenar com números mais altos para o período de 16 anos que estamos analisando.

Fora o pré-sal brasileiro não há anúncio de novas descobertas que alterem o panorama de escassez que se avizinha. Falar portanto de um preço de barril de petróleo de 400 dólares seria bastante razoável no ano de 2028.

Como funciona a questão. Se qualquer país quiser acessar cotas de compra de óleo bruto de um provável vendedor fará acordos de compra com prazos longos e preços obedecendo o mercado mundial, ou fixados através de algum parâmetro que agrade as partes, como troca de mercadoria ou outras matérias primas. Mesmo se considerarmos um bem importante como carne bovina, a evolução de preço no mesmo período foi 3,5 vezes menor. Ou seja para o mesmo volume de óleo bruto teríamos que dar três boiadas e meia. De bananas muito pior, teríamos que enviar 14 vezes mais bananas para a mesma quantidade de petróleo.

Isto mostra de forma bem prática o que tem acontecido neste mercado. Contrariando as previsões de falta de alimento no mundo o que se mostra patente é a falta de petróleo e a desigualdade no consumo.

Falando de outra forma, todos os países que são grandes consumidores, tem acesso a tecnologia nuclear, forças militares treinadas e adestradas para atuar em qualquer lugar do mundo como tem sido demonstrado na atuação das forças de coalizão nos conflitos atuais.

Os gastos militares brasileiros calculados em percentual do PIB são modestos quando comparados a China , Cuba, Israel,Rússia, Inglaterra, França. Este time, independentemente de sua posição política, sabe que não se pode negligenciar com as forças de defesa……………………………………. (continua)

Fonte http://www.indexmundi.com/

Facebook- Reconhecimento de faces

ReconhecimentoFaces1Foi divulgado por uma empresa de segurança que o Facebook habilitou uma ferramenta de reconhecimento de faces para os novos albuns de fotografias que foram colocados no ar pelos seus usuários. Quem usa o aplicativo com assiduidade já sabia que , logo após fazer o upload das fotos, na sugestão de edição, havia a possibilidade de se fazer a marcação “target” das pessoas que aparecem na foto e que tem Facebook. A novidade agora é que, em função da identificação de faces são sugeridos os nomes das pessoas.

A reclamação é que a empresa não divulgou a colocação em prática desta nova função e que haveria uma invasão de privacidade. Não é verdade. A sugestão só se dá para pessoas que tem Facebook. Não é consultado um cadastro fora do aplicativo (embora isso seja possível).

O segundo ponto me parece mais forte. O nível de acertos ainda é baixo, ou seja um homem pode ser confundido com uma mulher. Se forem utilizados conceitos de Inteligencia Artificial o sistema irá melhorar com o tempo mas ainda não é confiável. Para que divulgar um sistema que erra tanto ?

Do ponto de vista de futurologia é claro que a interligação do cadastro de fotos de qualquer banco de dados, como o do Detran ou o do Título Eleitoral, vai permitir a sugestão de nomes possíveis for a do universo das redes. No momento o sistema ainda exige alta capacidade de processamento e armazenamento, isso significa demora na resposta e multiplicidade de possíveis acertos.

Animação com um novo software

 

Animações são sempre interessantes de fazer

Mudança de partido

IndiodaCosta_web_nova_reasonably_smallFoi divulgado à pouco que o ex-candidato a vice-presidente e ex-deputado Federal pelo Rio de Janeiro, Indio da Costa está deixando o DEM. Segundo suas declarações, é uma questão de sobrevivência.

Disse mais em seu twitter “A intervenção no Diretório Municipal sugerida em reunião pelo Cesar Maia foi a razão da nossa saída do DEM. Somos pela DEMOCRACIA! “

Claro está que estamos discutindo as próximas eleições. Em 2012 teremos eleição para vereador, prefeito e para Senador tambem. Com a ingerência de Cesar Maia no diretório municipal é claro que ficam estreitas a chances dele sair candidato a Prefeito ou a Senador. O que fazer? voltar a ser vereador? Para um jovem de 40 anos isso é inaceitável.
Resta então a janela de um novo partido, embora neste momento ele esteja sem mandato, podendo ir para qualquer um. Quais dos partidos no Rio poderiam interessá-lo alem do novo? Talvez o PSDB com quem tem diálogo fácil, está na oposição e precisa de novos talentos para poder continuar a existir.

Em breve vamos ter a resposta!

Visita de Shimon Peres

Depois de 40 anos vem ao Brasil um autoridade israelense de primeira grandeza. Embora não seja o executivo principal de Israel no momento, é o presidente e não primeiro-ministro, já ocupou este cargo várias vezes. Já foi vencedor do prêmio Nobel da Paz e carrega no seu interior toda a saga da existência de Israel. Alem dos elogios e simpatias de praxe levantou pontos de discussão originais ao afirmar a vocação tecnológica do Brasil. De que estava falando o ex-militar experiente em combates nas frentes diplomáticas, políticas e militares?

Estava falando do futuro de Israel, um país que tem 1/3 da população do Rio de Janeiro e metade do seu tamanho.

O Brasil é um parceiro vital para o Estado de Israel. Afora os milhares de descendentes judeus, brasileiros de nascimento, há outras questões, listamos:

Energia é um ponto focal. O imenso poder econômico árabe vem dos petrodólares. É preciso portanto apoiar e estabelecer vínculos com as novas formas de energia e o etanol e a bio-energia, fora de moda agora por causa do pré-sal, vão ressurgir. A geração de energia eólica, as pesquisas com o imenso potencial de energia contida nas marés serão assuntos dos pesquisadores e das Universidades. Quando fala do capital humano que Israel tem, sabe que fala de coisas complementares.

Indústria de Defesa- Por razões históricas Israel teve que operar e manter todo o tipo de equipamento militar existente, obtido por vias legais ou não. Isso deu a eles a capacidade de improviso tão ao gosto da cultura nacional. Para o Brasil é mais interessante conversar com quem já teve que fazer “gambiarras” em Mirages e F5s, do que com o fabricante.

Veículo Aéreo Não Tripulado

Segurança pública- Para lidar com constantes ameaças a sua integridade e de seus cidadãos Israel desenvolveu técnicas de controle da população civil mais rigorosas do que qualquer outro país democrático do mundo. Estas habilidades serão úteis no controle da violência nas grandes capitais brasileiras. O Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) adquirido pela Polícia Federal é uma demonstração de como equipamentos militares podem ser utilizados pelas organizações civis.

Pesquisa agrícola- Israel desenvolveu pesquisa bem sucedida, na melhoria genética e no plantio irrigado de inúmeras espécies. Eles sabem que não se come dinheiro e que a garantia de alimentação farta é vital. O Brasil tem na sua Embrapa uma referência mundial no desenvolvimento agrícola. Fez tambem uma grande revolução no agro-business e hoje os avanços tecnológicos passam por aqui.

Agua é outro fator de aproximação. O Brasil tem mananciais de água suficientes para garantir seu abastecimento e de outros, se adotar políticas corretas quanto ao meio ambiente. Naquela região água é bem raro há muito tempo. A possibilidade de transporte marítimo de grandes quantidades de água potável ou a dessalinização, para a qual muita energia é necessária, são alternativas a serem estudadas em conjunto.

Intermediação de conflitos-O Brasil é um parceiro confiável na sua política externa e será um ator importante nesta missão. O Pensamento Brasileiro, em fase e formulação e consolidação conduz a uma postura de solução pacífica de conflitos de interesses, religiosos, econômico, históricos ou territoriais. A Filosofia Brasileira, ainda em maturação será posta em prática ao longo dos próximos anos.

Quando do alto da Tribuna do Congresso Shimon Peres chama a Síria para conversações inéditas e diretas está implicitamente dizendo que o Brasil é o parceiro nesse diálogo. É o nosso “Saara” sendo exportando para o mundo

Reflexões sobre o Pensamento Brasileiro

Ao compararmos nossa trajetória com a dos países que lideraram o mundo nas últimas décadas vem-nos a idéias de como será a nossa contribuição à civilização. Aprendemos que os ideais europeus, embora muito variados, produziram uma estética de comparações, combate, disputas, guerras, ambições, incontáveis progressos e grandes tragédias.

Nos últimos 500 anos no mesmo berço em que foram geradas obras de arte do nível das composições de Bethoven, Mendelson, Mozart, Bach, dos quadros de Velasques, Goya, Van Gogh,Rembrandt, esculturas como as de Leonardo da Vinci, Pietro Bernini, Benvenuto Cellini, Michelangelo  que nos brindam até hoje com sua beleza e concepção artística, também foram alimentados conceitos cruéis.

É impossível aceitar as idéias escravagistas que prosperaram por mais de 300 anos. É inexplicável a dúvida a respeito da origem dos índios e se os mesmos tinham alma. A entrada dos europeus nas Américas em 1500 é uma das mais trágicas histórias que se tem notícia. A colonização da Índia e da África do Sul,  nos deixa perplexos até hoje. A postura predadora em relação a países como o Egito e a Grécia mantem-se inexplicáveis.

As guerras durante o século XX mostraram o poder destruidor do homem europeu contra seus semelhantes. As guerras na África mostram que a crueldade não tem cor. A disputa no Oriente Médio mostra que as religiões não nos protegem contra a ignorância. A continuação de conflitos bélicos no alvorecer do século XXI indicam que há um longo caminho a ser percorrido até que o entendimento e o respeito ao outro seja a principal arma na mesa de negociações.

Liderados por homens com histórico de vida de enorme ascenção social durante a sua trajetória, o Brasil entra em cena como novo player. Aqui não só o presidente nasceu pobre e de uma família com muitas dificuldades. Não só o presidente passou fome na infância e não teve acesso aos bens culturais. Não só ele teve sua casa invadida pelas águas em cheias previsíveis. Grande parte de nossos dirigentes, de nossos oficiais generais, de nosso intelectuais, de nossos professores, de nosso empresários foi forjado na dificuldade, na miséria, na pobreza, na dificuldade extrema.

E o que ensina esta experiência de vida? Ensina a compaixão, ensina que mesmo fazendo tudo certo você pode ser vítima da fatalidade. Você pode ser atropelado pelo destino. Ensina a dividir o que se tem. Ensina a aceitar perda de vidas não com uma resignação bovina, mas com uma revolta positiva. Ensina a não ter soberba, a aceitar a vitória como um prêmio pelo esforço mas não esquecer que outros também se esforçaram e não conseguiram. Ensina a importância de ser o número dois ou três ou nove. Ensina também a rir, a encarar os desafios com altivez a não desistir nunca mesmo quando tudo parece perdido. Que há limites e que esses limites tem que ser respeitados mesmo na mais humilde das casas.Que a dignidade não tem preço.

Ensina a lidar com os poderosos de forma aparentemente servil. De forma dissimulada, até poder ser contestadora, desafiadora. A meter medo nos dominadores através de mandingas e maldições que se não servem para este mundo servirão num outro qualquer. Agora o bastão da liderança começa a ser passado para a nova geração de líderes.

Dentro de mais 30 a 40 anos o Brasil será chamado a oferecer a sua visão original na solução de problemas e conflitos mundiais. Seremos forçados a mostrar que outra alternativa é possível. O que diremos então? Que contribuição filosófica teremos a oferecer a nosso irmãos?

O que se pede aos políticos?

Embora nos jornais e nos fóruns de debate as solicitações sejam sempre muito éticas e genéricas, no dia a dia o que vemos é outra coisa. Quando as pessoas tem a oportunidade de conhecer um parlamentar, o que de fato pedem? Alguma posição em relação a um projeto, uma postura olímpica em relação a transparência ? Relato a experiência de mais de 10 anos tratando do assunto.

A maioria dos pedidos é de emprego, para si próprio, para filha ou filhos, para um amigo. Em segundo lugar vem a interferência em algum processo burocrático. Pode ser uma aposentadoria, uma transferencia de cargo, uma promoção. Em terceiro lugar pedidos específicos tipo óculos, cadeira de rodas, muletas, próteses mecânicas. Em quarto lugar pedidos relativos a saúde, uma internação, uma operação de catarata e até cirurgias bariátricas. Em quinto lugar vem as solicitações para apoio à atividades desenvolvidas pelo mesmo, no estilo ONG. Normalmente apoio a um trabalho com jovens carentes, com idosos, com drogados, com animais.

Em sexto apoio para um de carro de som, caminhões, palcos e similares Em sétimo aparecem os pedidos para eventos do tipo aniversário da filha, bodas de casamento, festas comemorativas de fim de ano. Em oitavo pedidos mirabolantes como viagem ao exterior, veículos, máquinas de filmar e fotográficas sofisticadas. Em nono pedido de apoio a lançamento de candidaturas e suporte financeiro à campanhas de vereador, deputado estadual ou federal. Normalmente estes pedidos vem escalonados. Ou seja, vereadores pedem a deputados estaduais e federais. Estaduais pedem a senadores e a deputados federais. Deputados federais pedem a senadores e governadores. Em décimo os pedidos de apoio jurídico. Mostra dos vários problemas brasileiros, o cidadão se sente de tal forma enredado nas teias kafkianas que tem que recorrer a ajuda de alguem que ele julga ter poderes para defende-lo.

Este é um resumo das solicitações do dia a dia. Claro que há casos engraçadíssimos que denotam a total dissociação da realidade, entre o que pode um parlamentar e o que se imagina dele. Grande parte desta distorção é alimentada pela mídia que continua a bater na tecla de ganhos exorbitantes, impunidade absoluta e eterna boa vida.

Há políticos e políticos

Os políticos brasileiros viraram uma unanimidade nacional. Nenhum deles presta.  Amplamente suportado pela mídia tradicional está se disceminando entre nós o pensamento unicista de que todos são corruptos, ladrões, só trabalham três dias na semana e ganham muito. Não concordo com a afirmativa e na verdade acho um desserviço ao país esta tese.

Vamos primeiro analisar que tipo de político temos.

1- Há os poderosos que, depois do poder do dinheiro de uma ou duas gerações, resolvem que devem ter o poder político também. Esses ao chegar ao parlamento procuram “sua turma”, que às vezes é a bancada ruralista, ou a bancada das armas, ou dos industriais. São objetivos e propõem leis que beneficiam suas atividades comerciais diretamente ou indiretamente no caso de perdão de dívidas com a União ou os Estados.

2- Há os políticos que herdam tradição de um outro político maior: pai, avô ou tio. O grande nome normalmente é  um idealista e os seus descendentes mantém a tradição falando de educação, família, ou república. Por sua independência adotam posições diferentes de sua bancada em muitos casos. Carrregam o sobrenome famoso e não se permitem desvios de conceito.

3- Há os que, em função de uma atividade específica, se tornam muito conhecidos e por isso mesmo acabam sendo convidados a se candidatar. É o caso de delegados de polícia, artistas de televisão, jogadores de futebol, cantores. Na maioria das vezes, não resistem a duas legislaturas. Saem frustados do Parlamento pois achavam que poderiam mudar "tudo isso que está ai". Verificam rapidamente que são completamente despreparados para a rotina parlamentar, acabam dependendo de seus assessores parlamentares para tudo e não conseguem emplacar seus projetos, propostas ou idéias que julgavam sensacionais na mesa do bar.

4- Há outros que, em função de uma atividade específica, conseguem votos. Os que proveem atendimento médico são um grande exemplo deste tipo. Os médicos ou apenas patronos dos centros de atendimento atendem muitas pessoas num momento delicado de suas vidas, passando a ter seguidores incondicionais, muito fiéis a seu escolhido e com isso fazem com que o mesmo seja reeleito para várias legislaturas. Normalmente se transformam em grandes parlamentares pois a logenvidade faz com que virem especialistas nos ritos parlamentares. Conseguem emplacar muitos projetos que realmente mudam a vida das pessoas.

5- Há os que decidem se candidatar em função de já falarem para milhares de pessoas todos os dias. O maior exemplo deste caso são os religiosos. Passada a fase de testes, onde comprovaram que o apoio à candidatos era suficientemente forte para elegê- los, passam eles mesmos a ser os candidatos, na certeza de conseguir transferir para si o voto dos fiéis. Pela infra- estrutura que já possuem, como som, luz, microfones, mesas de controle, câmeras, música, instrumentos musicais e pessoal especializado para operá-los e organizar eventos com milhares de participantes, esses políticos também são facilmente eleitos e reeleitos. O problema aí passam a ser as brigas internas já que alguns ficaram por demais poderosos e encontram dissidências e contestações a sua liderança.

6- Há os que viram apoio de grandes lideranças e depois de algum tempo são alçados a lideres pelo mesmo. Inicialmente disputando cargos internos do partido e depois na Assembléia Legislativa, na Câmara ou no Senado esses políticos têm um dilema eterno: trair no não trair seus padrinhos. A maioria trai depois de se sentir suficientemente forte para o voo solo.

7- Há os predestinados. Pessoas que realmente nasceram com o dom de liderar e a vocação de servir. Ao longo do tempo e com a experiência tornam-se grandes conciliadores e conseguem captar a vontade popular, o desejo e aspirações do povo. Normalmente têm origem humilde e uma grande experiência de vida que os habilita a decidir problemas extremamente complexos com sabedoria.
São intuitivos, muito perspicazes, capazes de se moldar às situações e bem-sucedidos.

Esta classificação não pretende ser definitiva, nem exaustiva, mas  a análise de cada uma delas responde ao início do raciocínio. Para grande parte dos parlamentares o valor de seu salário é muito mais baixo do que ganhavam com suas atividaddes anteriores. Ou seja, não ganham muito. Recebem mais nas suas atividades originais.

Quem convive com políticos sabe que na realidade eles trabalham sete dias na semana, todos os dias do ano. Esta é uma atividade que confunde lazer com profissão e é altamente viciante. Alguns dizem que a atividade política só tem porta de entrada. Ou seja, eles não trabalham pouco, nem três dias por semana.

A questão da defesa de interesses é que precisa ser melhor colocada. Do jeito que é a eleição no Brasil, ou seja, voto obrigatório, inexistência do voto distrital, baixa transparência das ações, inexistência do "recall" e de instrumentos de controle mais fáceis de serem entendidos fica difícil cobrar isenção.

Como é o "blend" de nosso parlamentares? Qual é o percentual de cada uma destas "castas"? Difícil  responder pois a cada quatro anos ela é mudada. Mas temos que ser otimistas e lutar para que a cada ano mais políticos vocacionados sejam eleitos e melhor representem os anseios do povo.

Há politicos e políticos

Os políticos brasileiros viraram uma unanimidade nacional. Nenhum deles presta.  Amplamente suportado pela mídia tradicional está se disceminando entre nós o pensamento unicista de que todos são corruptos, ladrões, só trabalham três dias na semana e ganham muito. Não concordo com a afirmativa e na verdade acho um desserviço ao país esta tese.

Vamos primeiro analisar que tipo de político temos.

1- Há os poderosos que, depois do poder do dinheiro de uma ou duas gerações, resolvem que devem ter o poder político também. Esses ao chegar ao parlamento procuram “sua turma”, que às vezes é a bancada ruralista, ou a bancada das armas, ou dos industriais. São objetivos e propõem leis que beneficiam suas atividades comerciais diretamente ou indiretamente no caso de perdão de dívidas com a União ou os Estados.

2- Há os políticos que herdam tradição de um outro político maior: pai, avô ou tio. O grande nome normalmente é  um idealista e os seus descendentes mantém a tradição falando de educação, família, ou república. Por sua independência adotam posições diferentes de sua bancada em muitos casos. Carrregam o sobrenome famoso e não se permitem desvios de conceito.

3- Há os que, em função de uma atividade específica, se tornam muito conhecidos e por isso mesmo acabam sendo convidados a se candidatar. É o caso de delegados de polícia, artistas de televisão, jogadores de futebol, cantores. Na maioria das vezes, não resistem a duas legislaturas. Saem frustados do Parlamento pois achavam que poderiam mudar "tudo isso que está ai". Verificam rapidamente que são completamente despreparados para a rotina parlamentar, acabam dependendo de seus assessores parlamentares para tudo e não conseguem emplacar seus projetos, propostas ou idéias que julgavam sensacionais na mesa do bar.

4- Há outros que, em função de uma atividade específica, conseguem votos. Os que proveem atendimento médico são um grande exemplo deste tipo. Os médicos ou apenas patronos dos centros de atendimento atendem muitas pessoas num momento delicado de suas vidas, passando a ter seguidores incondicionais, muito fiéis a seu escolhido e com isso fazem com que o mesmo seja reeleito para várias legislaturas. Normalmente se transformam em grandes parlamentares pois a logenvidade faz com que virem especialistas nos ritos parlamentares. Conseguem emplacar muitos projetos que realmente mudam a vida das pessoas.

5- Há os que decidem se candidatar em função de já falarem para milhares de pessoas todos os dias. O maior exemplo deste caso são os religiosos. Passada a fase de testes, onde comprovaram que o apoio à candidatos era suficientemente forte para elegê- los, passam eles mesmos a ser os candidatos, na certeza de conseguir transferir para si o voto dos fiéis. Pela infra- estrutura que já possuem, como som, luz, microfones, mesas de controle, câmeras, música, instrumentos musicais e pessoal especializado para operá-los e organizar eventos com milhares de participantes, esses políticos também são facilmente eleitos e reeleitos. O problema aí passam a ser as brigas internas já que alguns ficaram por demais poderosos e encontram dissidências e contestações a sua liderança.

6- Há os que viram apoio de grandes lideranças e depois de algum tempo são alçados a lideres pelo mesmo. Inicialmente disputando cargos internos do partido e depois na Assembléia Legislativa, na Câmara ou no Senado esses políticos têm um dilema eterno: trair no não trair seus padrinhos. A maioria trai depois de se sentir suficientemente forte para o voo solo.

7- Há os predestinados. Pessoas que realmente nasceram com o dom de liderar e a vocação de servir. Ao longo do tempo e com a experiência tornam-se grandes conciliadores e conseguem captar a vontade popular, o desejo e aspirações do povo. Normalmente têm origem humilde e uma grande experiência de vida que os habilita a decidir problemas extremamente complexos com sabedoria.
São intuitivos, muito perspicazes, capazes de se moldar às situações e bem-sucedidos.

Esta classificação não pretende ser definitiva, nem exaustiva, mas  a análise de cada uma delas responde ao início do raciocínio. Para grande parte dos parlamentares o valor de seu salário é muito mais baixo do que ganhavam com suas atividaddes anteriores. Ou seja, não ganham muito. Recebem mais nas suas atividades originais.

Quem convive com políticos sabe que na realidade eles trabalham sete dias na semana, todos os dias do ano. Esta é uma atividade que confunde lazer com profissão e é altamente viciante. Alguns dizem que a atividade política só tem porta de entrada. Ou seja, eles não trabalham pouco, nem três dias por semana.

A questão da defesa de interesses é que precisa ser melhor colocada. Do jeito que é a eleição no Brasil, ou seja, voto obrigatório, inexistência do voto distrital, baixa transparência das ações, inexistência do "recall" e de instrumentos de controle mais fáceis de serem entendidos fica difícil cobrar isenção.

Como é o "blend" de nosso parlamentares? Qual é o percentual de cada uma destas "castas"? Difícil  responder pois a cada quatro anos ela é mudada. Mas temos que ser otimistas e lutar para que a cada ano mais políticos vocacionados sejam eleitos e melhor representem os anseios do povo.