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Patrimonialismo e a realidade Latino Americana

Patrimonialismo e a realidade Latino Americana

Ricardo Vélez Rodriguez

Resumo feito por Eng. Antonio Carlos Gomes Siqueira
Pesquisador do Grupo de Pensamento Brasileirofoto

Logo na introdução o autor nos alerta

Os sucessivos escândalos que estão abalando, cada dia mais, a fé dos cidadãos nas Instituições revelam um mal que se tornou endêmico no Brasil e na América Latina. O Estado é visto e administrado, pela classe política, como um bem de família. Diríamos que esse é o principal problema que atravanca o desenvolvimento no nosso continente.

Depois passa a examinar alguns dos teóricos que ajudam a entender o Estado como existe hoje

Max Weber entende o Estado como “uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força dentro de um determinado território” Portanto a noção básica de Estado, para ele, é a de violência legalizada. A política, nesse contexto, pode ser definida como o conjunto de esforços feitos com vistas a participar do poder ou a influenciar na sua divisão, seja entre Estados seja no interior de um único Estado.

Weber distingue três tipos puros de dominação legitima

que não se materializam, enquanto tais, mas que podem caracterizar, em maior ou em menor grau, misturando-se, as concreções históricas do Estado.

Esses três tipos de dominação são: a racional, tradicional e a carismática.

Na primeira, a autoridade de quem exerce a dominação alicerça-se na crença da comunidade respectiva na legitimidade da ordem estabelecida.

Na dominação tradicional, a autoridade alicerça-se na crença da comunidade em certas tradições que a consagram

Na dominação carismática, a autoridade alicerça-se na crença da comunidade no valor excepcional que para ela tem determinada personalidade.

Explica também o que esta acontecendo com a enorme massa de jovens que se dedica a preparação para conseguir um emprego público e a existência dos quadros de nomeação presidencial

O patrimonialismo é caracterizado por Weber como aquela forma de dominação tradicional em que o soberano organiza o poder político de forma análoga ao seu poder doméstico. Ao lado da organização do poder político segundo o modelo doméstico, é igualmente essencial ao patrimonialismo a estruturação do quadro administrativo, por intermédio do qual se exerce a dominação.

Vai alem quando mostra que

Isso leva à valorização, no contexto patrimonialista, das funções administrativas apropriadas ou controladas pelo soberano, como instrumentos que garantem seu poder. Por isso, sob esse angulo, o patrimonialismo colide frontalmente com o feudalismo, que promove a redução das funções burocráticas. A fim de controlar qualquer surto de dignidade (de autoridade baseada nos sentimentos de independência e honra das camadas nobres), a dominação patrimonial manipula as massas desprotegidas mediante o paternalismo de Estado, ensejando assim o ideal do “pai do povo” tão comum em contextos patrimoniais, como o russo.

Cita também Paul Milukov

Toda organização que confere aos seus representam um poder sem controle sobre os dominados, pode ser considerada um aparelho. Ao contrário do Estado submetido ao controle das sociedades com centros múltiplos, o estado,na sociedade hidráulica, fortemente centralizado constitui um verdadeiro aparelho.

Alem de

Wanderley Guilherme dos Santos propôs a categoria de autoritarismo instrumental como síntese expressiva do patrimonialismo brasileiro. Trata-se da ideia de  que o Estado patrimonial brasileiro, ao assumir a feição modernizadora, pode evoluir no sentido da construção das instituições modernas (liberais)

Indica ainda que Antonio Paim sugere

O caminho que o Estado brasileiro deve percorrer para sair do patrimonialismo será talvez semelhante,  ao trilhado pelos Estados europeus ocidentais, que conseguiram fazer surgir, após o ciclo keynesiano denominado “os trinta gloriosos anos”, não o neocapitalismo como nos Estados Unidos, mas a socialdemocracia, que juntou os princípios de justiça social e de liberdade.

Fala também que

O ponto central desse modelo mercantilista consiste na suposição de que compete ao Estado empresário garantir a riqueza da nação. A sociedade só competiria encostar-se nele, para enriquecer a sua custa. Essa é a convicção que, ainda hoje, alimenta a demanda dos empresários pelo lucro subsidiado, bem como a reserva de mercado, o empreguismo estatal e a tendência à corrupção (entendida como o enriquecimento dos cidadãos com o dinheiro publico).

É bom lembrar aqui o sentido em que o termo corrupção é entendido, a luz do pensamento aristotélico: algo se corrompe, quando perde sua substancia, o que no terreno da política equivale a dizer; “quando o Estado perde sua razão de ser”. Os pensadores da segunda escolástica ibérica, Francisco Suarez” notadamente, chamavam a atenção para a perda de sentido do Estado, quando este deixava de zelar pelo bem-estar dos cidadãos ou, em outros termos, quando deixava de procurar o bem comum.

Diz claramente que

Os indivíduos e as classes sociais são afetados pelo complexo de clã, fenômeno que foi especialmente estudado por Oliveira Vianna. Esse complexo consiste em estender a solidariedade social só aos membros do clã parental ou político. Produz, em primeiro lugar, o insolidarismo, responsável pela fragilidade do tecido social e, em segundo lugar, enseja a tendência privatizante do Estado “para beneficiar amigos e lascar inimigos”, conforme reza o ditado popular. A prática do nepotismo constitui o principal caminho por meio do qual se pretende a privatização do Estado.

É melhor ser parente de um funcionário do que ser um intelectual. Da mais resultado se filiar a uma patota do que ser competente e honesto; e não ha elevados pensamentos, nem profundos estudos, nem conduta irrepreensível que valham nada equivalente a matrícula na clientela de um Cacique. A vasta teia desses interesses criados se mantém “Pelo silencio, pelo imobilismo e pela falta de transparência”.

Em resumo, um livro essencial para que se entenda o que acontece na América Latina como um todo e especificamente os caminhos que trilha a política pública brasileira, independentemente dos nomes que a compõem.

Eng. Antonio Carlos Gomes Siqueira

Pesquisador do Grupo de Estudos do Pensamento Brasileiro

Equipe para um projeto especial

manhattan-projectSetenta anos atrás uma equipe de cientistas e militares foi reunida nos Estados Unidos da América do Norte para desenvolver o que ficou conhecido como a Bomba Atômica. Certos de que era possível fazer um artefato nuclear e que a Alemanha estava desenvolvendo uma solução parecida a equipe trabalhava velozmente.

Brigadier General Thomas F. Farrell descreveu com detalhes o que viu no deserto do Novo México no dia 16 de Julho de 1945, mas o resumo foi “This is it!” algo como”É isso aí”. Ele falou ainda

All seemed to feel that they had been present at the birth of a new age — The Age of Atomic Energy — and felt their profound responsibility to help in guiding into right channels the tremendous forces which had been unlocked for the first time in history.

Ou seja eles tinham a certeza da grandiosidade do feito, uma nova Era, a da Energia Atômica se iniciava. De lá para cá muitas nações desenvolveram o mesmo conhecimento. Após um certo tempo as nações que conseguiram entrar para esse círculo fechado pretenderam barrar a entrada de novos membros, através de diversos controles e protocolos alem das pressões diplomáticas, comerciais e militares.

Há um consenso que 40 nações estão aptas a desenvolver armas nucleares. O Brasil seguramente está entre essas nações. No país há vários núcleos de excelência no assunto que, se reunidos, conseguiriam ter resultados positivos num curto período de tempo. A equipe sempre é multidisciplinar e embora os objetivos sejam militares, os civis, cientistas ou líderes com capacidade de coordenação de grandes equipes, são fundamentais no processo. Os custos envolvidos são da ordem de 30 bilhões, ou seja uma Copa do Mundo e a decisão é política.

Haverá sempre mais de uma alternativa e uma discussão de que tipo de armamento seria o mais indicado para este século e a forma de fazê-lo, é fundamental. Adotando-se a alternativa israelense equipes da Polícia Federal e do Serviço Secreto, especializada em ações de espionagem e contra- espionagem são imprescindíveis.

As manifestações de Junho no Brasil e no Rio de Janeiro

DSC02507Levará ainda algum tempo para que todo o conteúdo explicitado nas manifestações seja compreendido. Enquanto isso  é melhor ir vendo as fontes primárias de informação ao invés da edições da televisão. Aqui vai uma performance da artista Juliette Yu Ming minha colega de cinema na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Foi emocionante

 

 

Vejam as pessoas e os artistas na manifestação de Junho no Rio de Janeiro

Novas realidades para o Brasil

inteligencia5432nmhHá algum tempo comecei a escrever artigos com o título “2028, o ano que o Brasil vai entrar em guerra”, eles foram publicados em 2012 e podem ser vistos nos links abaixo

http://demopart.com.br/Inicial1/?p=336
http://demopart.com.br/Inicial1/?p=322
http://demopart.com.br/Inicial1/?p=314
http://demopart.com.br/Inicial1/?p=310

As revelações feitas por Edward Snowden chegam agora ao conhecimento de todos já que o jornal O Globo publicou extensa matéria sobre o tema. Num desse artigos comentava um fato ocorrido em 2011. Vou repeti-lo para refrescar memórias.

O US Geological Survey (USGS – sigla do serviço americano de geologia), indicou em encontro mundial realizado em 2011, o Brasil como um dos prováveis detentores de grandes reservas de “Terras Raras”. Reservas tão grandes que se nivelariam as reservas chinesas, as maiores do mundo até agora. Esta informação aparece quase que simultaneamente a posição chinesa de limitar as exportações destes recursos minerais para o Japão. No mesmo instante os Estados Unidos e o Japão abriram questão na OMC contestando a decisão chinesa.

É mais do que claro que essas informações foram divulgadas com base em espionagem anterior.

A maior preocupação da inteligência americana na verdade é com um assunto prosaico. A agricultura brasileira. Avaliar corretamente as safras de soja, milho, café,laranja e outros itens da pauta de exportação é muito importante economicamente.

Há certamente a preocupação com o desenvolvimento nuclear brasileiro. Toda a “inteligência” mundial sabe que o Brasil poderia desenvolver um artefato nuclear em menos de 5 anos. Existem recursos financeiros e de tecnologia militar para isso. Mesmo o veículo transportador seria viável neste período. Em melhores condições do que a Coréia do Norte. A decisão é completamente política e será adotada por Brasília uma hora ou outra.

A capacidade de retaliação brasileira a uma afronta como a que ocorre agora é fraca. Precisa ser urgentemente aprimorada. O vexame por que passou o presidente Evo Morales, com o seu avião impedido de sobrevoar o espaço de alguns países, na sua rota natural de retorno mostra como funcionam as nações “desenvolvidas”. É uma vergonha o que fizeram Portugal e França.

Para resolver o problema atual é fácil. Basta o ministério da Defesa chamar a rapaziada do IME, reforçada por alguns da USP e da PUC que americano nenhum vai conseguir desvendar o que for encriptado por eles.

Ainda sobre Bresson e sua religiosidade

quebrantamentoNo filme “ um condenado a morte escapou” há um subtítulo interessante, “o vento sopra para onde quer”. Num diálogo com seu vizinho de cela, a princípio arredio, é feita menção ao Evangelho de S. João e da explicação que Jesus dá a Nicodemos que do Espírito (o vento a Graça) só se sabe que não se sabe de onde vem, nem para onde vai.

Quando lembramos que Bresson foi prisioneiro dos alemães durante 18 meses e teve como companheiro de cela o frade dominicano R.L.Bruckheimer podemos entender melhor esta passagem.

Condenados a morte todos nós estamos a partir do nascimento. Na história o prisioneiro francês, um tenente, é levado a um presídio de segurança máxima de onde ninguém havia escapado. Enquanto aguarda seu julgamento preso, age de forma dedicada, incessante, persistente para planejar sua fuga. Quando finalmente  é condenado por um tribunal por suas ações de resistência à ocupação alemã em Lyon, França seu plano já estava pronto.

Picasso uma vez respondeu a um jornalista se acreditava em inspiração. Ele foi mais uma vez genial

-Acredito sim, mas todas as vezes que ela apareceu me encontrou trabalhando

Então qual o sentido de uns conseguirem e outros não? Seria tentar de forma obstinada? Mesmo contra as probabilidades, ter fé? O “faça por ti que eu te ajudarei” é outro ensinamento cristão. Alias um dos títulos possíveis para esse filme seria “Ajuda-te a ti mesmo”. Bresson acreditava e nos mostra isso, que muitas coisas conspiram a favor de alguns. Desde o insucesso de quem o antecedeu, até o inesperado que surge na presença de outro condenado em sua cela, do qual nada sabia, mas que seria impossível não envolver na fuga. No processo este mesmo desconhecido se mostrou fundamental. Ele reconhece que sem ele teria ficado preso no ultimo obstáculo. Ou seja todo o esforço planejamento, fé, dedicação seriam insuficientes se não fosse abençoado.

O prisioneiro fez, mas outros também fizeram e não obtiveram a Graça. O vento não soprou a favor deles

A fragilidade do corpo humano

Esta semana, na segunda feira, recebi uma notícia impactante. Uma editora de 36 anos de idade tinha sofrido um acidente e morrido. O detalhe, atropelada por um ônibus enquanto pedalava no Leblon. Não a conhecia, embora fizesse parte do meu novo universo de filmagem, edição, roteiro e direção. O fato me levou a reflexão obvia. A fragilidade do corpo humano.

A velocidade máxima que um atleta consegue levar seu corpo é da ordem de 45 Km/p/hora. Mesmo o Usaim Bolt depois dos 40 metros da largada não ultrapassa esta velocidade. Este é o limite que suportamos um choque, desde que não estejamos com sobrepeso. Aqueles quilos a mais indesejáveis. Qualquer impacto a velocidades superiores acarreta dano importante.

 102_317-alt-blog-football-06Atletas tem fraturas em ossos fortes com tíbia, quando se chocam ou mesmo quando fazem esforços incomuns. Todos nós temos que considerar isso. Um choque na cabeça causará lesões irreversíveis. As imagens de corpos humanos submetidos a impactos que ocorrem em acidentes com automóveis mostra esta fragilidade de forma gritante.

Diferentemente dos games e da vida virtual, não temos outra vida, o Game Over é para sempre.

Os métodos agressivos de Marketing da Internet

textenhance-logoEmbora não seja realmente uma novidade, esta semana cheguei ao limite de irritação quando apareceram links de propaganda nos post que faço para meu site. No princípio pensei que a origem era o provedor que uso, e fui  imediatamente para fila do chat de reclamação. Como estava no 14 lugar na fila tive tempo para pesquisar o assunto.

Descobri que não era uma jogada do provedor nem do Word Press, plataforma que utilizo com frequência no desenvolvimento de sites. O problema começou a ser relatado em 2007 por alguns usuários mas pegou fogo mesmo nestes últimos anos. É o que chamam de propaganda com conteúdo “rico”. Ou seja instalam um cookie na sua máquina que atua junto ao browser. Um anunciante faz uma associação de palavras ao seu produto e manda uma foto e um texto que deseja que apareça quando estas palavras chaves escolhidas por ele apareçam no texto que você está lendo.

Aí pode ser um jornal, um site específico, receita de bolo qualquer coisa. Aparece a tal palavra escolhida e o link também surge. Me parece uma forma desonesta de criar associação entre o que está escrito no site e o produto a ser vendido.

A forma de desabilitar este incomodo é ir até o site e dizer que sim, você não quer ser molestado com links para lugares que não te interessam apenas porque apareceu a palavra “dinheiro” no texto que você estava lendo.

Para se descadastrar clique no link abaixo.

http://text-enhance.com/optout.php

Acidentes de trânsito podem diminuir?

Acidentes2A forma como se combate os acidentes de trânsito no Brasil deve conter algum erro crasso. Os índices elevadíssimos não cedem. Embora sejam registrados sucessos em um fim de semana ou outro, o número de acidentes é muito alto. Todo parâmetro analisado mostra  números  preocupantes. As mortes continuam a acontecer em números epidêmicos.  Se a principal política está centrada na campanha “se beber não dirija” o que está havendo de errado?

Colocar a culpa no motorista que dirige alcoolizado parece não ser a única resposta. Os índices de motoristas autuados tem caído a menos de 20%. Onde focar a questão?

Os veículos estão saindo de fábrica no Brasil sem os conceitos mínimos de segurança. A comparação com padrões de outros países mostra que o que aqui é acessório, lá é requisito básico.

A manutenção da sinalização nas estradas continua precária e deficiente.

As estradas propriamente ditas tem sido liberadas ao tráfego sem condições corretas de construção e basta uma chuva maior para desintegrar algumas áreas.

A velocidade e aceleração dos veículos aumentou o que torna necessário uma maior acuidade  na percepção de velocidades relativas de aproximação.

Pensando sobre estes itens uma coisa me parece clara. É preciso educar melhor os motoristas! Treiná-los para esta realidade. O corpo humano não resiste a impactos a velocidades maiores do que 60Km/h

A má educação no cinema, no Metro, nos shows  causam desconforto. No trânsito causam mortes e prejuízos permanentes.

As redes e a anti rede

papafranciscoAs redes sociais, notadamente o facebook tem mostrado uma nova faceta das pessoas. Como elas se preocupam com o que não são. Isso mesmo! É como se fosse a anti matéria. Um papa é eleito, dezenas de pessoas que não são católicas, não frequentam a missa, tem profundas discordâncias com a doutrina cristã, imediatamente se manifestam. Levantam detalhes da vida do escolhido, tentam influenciar os que são católicos com suas opiniões, completamente desprovidas de sentido.  Será que isso leva a algum lugar ou só faz exacerbar as diferenças?

O mesmo acontece quando um político faz alguma coisa. Seus opositores tratam de dizer o que ele deveria ter feito ou como deveria ter pensado ou decidido. Ora, as lógicas são completamente diferentes. No recente caso do Deputado Federal Feliciano,  do PSC de São Paulo aconteceu o mesmo. Um completo desconhecido do grande público virou desafeto numero um, com direito a campanha nas ruas exigindo a sua renúncia a Comissão de Direitos Humanos e Minorias.Feliciano

Estamos verificando que ao contrario dos grupos de interesse criados no começo da Internet temos agora grupos de agitação e protesto. É uma outra demonstração que as pessoas não se sentem mais representadas pelos parlamentares. Vereadores, deputados estaduais e federais terão que conviver com esse novos caras-pintadas.

A difícil padronização no Brasil

Sanduiche1O mercado exige cada dia mais que os produtos sejam confiáveis. Isso vale para o pãozinho na padaria , para o sanduiche na franquia ou para qualquer outro prodrui-barbosauto que se escolha para levar para casa.

Padronização pressupõe método, fórmula, cultura. Não há como se aceitar que o x-tudo mude de fórmula da manhã para a noite, nem de um dia para o outro. Assim a disciplina tem que prevalecer. Há um choque entre criatividade e a hierarquia e obediência. Não há espaço para o jeitinho, nem brasileiro nem marciano. Restaurantes tem sérios problemas com seus cozinheiros, que são profissionais complicados para obedecer e repetir uma receita da casa. A construção civil sofre com seus mestres de obra e suas manias.  A justiça sofre com a interpretação das leis. Enfim vamos avançando a cada dia um pouco mas ainda falta muito para termos confiança que um fato numa região, seja encarado da mesma forma em qualquer outra. Não pode existir uma polícia para zona norte e outra para zona sul. Um tratamento médico no posto de saúde A e outro muito diferente no posto B. Ilhas de excelência tem que ser estabelecidas e depois o nivelamento deve se dar pelo alto e não pelo pior  exemplo. Rui Barbosa deixará de ter vergonha de ser honesto.