2028 o ano que o Brasil irá a guerra. Parte3


USGSfotoNos dois capítulos anteriores falamos da necessidade do Brasil proteger suas descobertas no pré-sal. Objetivo este bem delimitado e claro. Nesta terceira parte vamos tratar de um assunto muito mais complexo.  Os recursos minerais existentes no Brasil e na América Latina e a dependência mundial destes recursos.

O assunto é extremamente mais complexo pois envolve outros atores em relação a demanda por petróleo. Em princípio China e Estados Unidos tem  grande dependência de recursos minerais embora de forma distinta. Assim o grupo de interessados cresce para China, Estados Unidos, Japão e União Europeia. Envolve também satélites, avaliações usando parâmetros com informações obtidas de forma quase secreta e divulgadas de acordo com  o interesse imediato.  Neste caso estamos falando das “Terras Raras”.

O US Geological Survey (USGS – sigla do serviço americano de geologia), indicou em encontro mundial realizado em 2011, o Brasil como um dos prováveis detentores de grandes reservas de “Terras Raras”. Reservas tão grandes que se nivelariam as reservas chinesas, as maiores do mundo até agora. Esta informação aparece quase que simultaneamente a posição chinesa de limitar as exportações destes recursos minerais para o Japão. No mesmo instante os Estados Unidos e o Japão abriram questão na OMC contestando a decisão chinesa.

Embora esta guerra seja mais preventiva do que prática, outras estão sendo travadas neste momento e permanecerão em destaque nos próximos anos. Estamos falando do níquel com suas incontáveis aplicações nas baterias de todo tipo de aparelho desenvolvido ultimamente que tem por fundo filosófico o antropocentrismo ególatra ou seja o IqualquerCoisa. Estes aparelhos tem um calcanhar de aquiles nas suas baterias. Só o modismo incontrolado pode explicar o sucesso de um aparelho que não resiste a 48 horas sem fonte de suprimento ou pior, 10 horas de funcionamento ininterrupto. Nada mais inútil que um laptop ou celular sem bateria.

A guerra declarada é por fontes de energia recarregáveis e portáteis que tenham uma autonomia muito maior do que as atuais, digamos que se atinjam 30 dias. Estamos falando portanto de um aumento dramático no rendimento dos atuais aparelhos. Aparentemente os minerais dos quais os EEUU tem dependência integral estariam entre os que são necessários para resposta do problema. A Dr. Monica Bruckmann faz uma brilhante análise da matéria no estudo RECURSOS NATURAIS E A GEOPOLÍTICA DA INTEGRAÇÃO SUL-AMERICANA publicado pelo Ipea em 2011 Resumimos aqui os minerais que os EEUU tem dependência integral

arsênico; asbesto; bauxita;césio;fluorita;grafita ,índio;manganês; mica;nióbio (ou colômbio); cristal de quartzo;terras raras; rubídio; estrôncio;tântalo; tálio; tório; vanádio; lítio;gálio; pedras preciosas

Onde estariam as reservas acima citadas de “Terras Raras”? No estado do Amazonas e Roraima, na Amazônia brasileira. Dispensável se torna falar nas dezenas de ONG de fachada que infestam aquela região e os inúmeros protetores de povos indígenas que estimulam o separatismo e o denuncismo. Então teríamos necessidade de proteger estas reservas já apontadas além de inúmeras outras que serão reveladas na medida do interesse dos detentores da informação. Como proteger alvos em Roraima e na Amazônia?  Neste caso diferentemente do que apontamos no pré-sal, os alvos seriam mais fáceis de serem atingidos…………………………………………..Fim da parte III

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