2028 o ano que o Brasil irá a guerra. Parte1


guerra2028A história da humanidade registra algumas épocas de calmaria. Ou de relativa paz entre as nações. A investigação mais profunda mostra no entanto que raras vezes houve efetivamente paz. As duas guerras mundiais foram traumatizantes e mostraram o que o ser humano é capaz de fazer em termos de barbárie.

O Instituo de Heidelberg, da cidade do mesmo nome, estuda, desde 1945, os conflitos mundiais e estima que o ano de 2011 foi o pior desde aquela época. Trezentos e oitenta e oito são os conflitos que o instituto acompanha em todo o mundo . Destes vinte são classificados como guerras e dezoito como guerra limitadas. O Brasil entra para estas estatísticas com dois problemas de intensidade média. O MST (Movimento dos Sem Terra) e o conflito no Rio de Janeiro entre traficantes de drogas e o governo.

No estudo há guerras motivadas por demarcação de fronteiras, de disputa territorial, mas as mais frequentes hoje são aquelas onde se atacam posições de forma preventiva. Um conceito utilizado por Israel e pelos Estados Unidos. A grande escalada de violência tem no continente africano o seu pior quadro, em especial a situação no Sudão e Somália. Os conflitos na Líbia, no Iraque colaboram para que o nível mais alto de violência tenha sido alcançado neste ano de 2011.

Uma das discussões mais raras no Brasil é a possibilidade de conflito armado. Praticamente não se considera a hipótese de declaração de guerra contra outra nação. Isto é real? As perguntas que se seguem são interessantes. Aonde, contra quem e por que?

Vamos começar a analisar possíveis cenários de conflito armado e depois contra quem este conflito seria dirigido. Logo também respondo a outra questão colocada. O Brasil deverá ir a estado de guerra para defender seus interesses e não para atacar nações além de suas fronteiras. Assim delimito o local geográfico onde se dará o conflito. Não descarto porem que a escalada das ações torne necessário que o teatro de operações seja estendido.

Há vários cenários que indicam que a disputas por recursos naturais será o motivo principal deste embate.

Hipótese primeira – A busca por combustíveis que são utilizados como fonte de energia é um ponto fixo e entra em todas as disputas. A Europa e o Japão são os mais fragilizados neste aspecto. Suas matrizes energéticas dependem de energia nuclear e combustíveis fósseis. O desastre de Fukujima e as leis ambientais aprovadas no âmbito do mercado comum europeu os deixam em uma situação dramática. As temperaturas do inverno de 2012 mostraram que o consumo de combustíveis fósseis aumentou muito levando os estoques estratégicos a níveis muito baixos. O desenvolvimento tecnológico atual ainda não permite que alternativas eólicas, de aproveitamento de energia solar ou das marés seja considerado efetivamente na solução do problema. O hidrogênio ou a fissão nuclear não apresentam resultados práticos que motivem projetos comerciais.

O aproveitamento de potencias hidráulicos é outro ponto de suporte da matriz energética mundial porem na Europa e no Japão não mostra possibilidade de solução do problema.

Então, por alguns anos mais, teremos que conviver que a matriz energética que tem nos hidrocarbonetos e na geração hidráulica suas fontes básicas de alimentação.

O preço do petróleo e do gás natural é um dos parâmetros da disputa. Quem estudar como foi a evolução destes preços vai notar que ao longo de 15 anos só houve uma forte interrupção na escalada ascendente. Foi durante o ano de 2008 com a crise econômica que fez com que os preços desabassem por um ano. Logo após foi retomado o crescimento de preço que acumula uma valorização de (448,73%) no período de fev 1997 – fev 2012, para o petróleo bruto e de (315,02%) para o gás natural russo, no mesmo período.

A intensificação de conflitos como indicado pelo Instituto Heidelberg só faz acenar com números mais altos para o período de 16 anos que estamos analisando.

Fora o pré-sal brasileiro não há anúncio de novas descobertas que alterem o panorama de escassez que se avizinha. Falar portanto de um preço de barril de petróleo de 400 dólares seria bastante razoável no ano de 2028.

Como funciona a questão. Se qualquer país quiser acessar cotas de compra de óleo bruto de um provável vendedor fará acordos de compra com prazos longos e preços obedecendo o mercado mundial, ou fixados através de algum parâmetro que agrade as partes, como troca de mercadoria ou outras matérias primas. Mesmo se considerarmos um bem importante como carne bovina, a evolução de preço no mesmo período foi 3,5 vezes menor. Ou seja para o mesmo volume de óleo bruto teríamos que dar três boiadas e meia. De bananas muito pior, teríamos que enviar 14 vezes mais bananas para a mesma quantidade de petróleo.

Isto mostra de forma bem prática o que tem acontecido neste mercado. Contrariando as previsões de falta de alimento no mundo o que se mostra patente é a falta de petróleo e a desigualdade no consumo.

Falando de outra forma, todos os países que são grandes consumidores, tem acesso a tecnologia nuclear, forças militares treinadas e adestradas para atuar em qualquer lugar do mundo como tem sido demonstrado na atuação das forças de coalizão nos conflitos atuais.

Os gastos militares brasileiros calculados em percentual do PIB são modestos quando comparados a China , Cuba, Israel,Rússia, Inglaterra, França. Este time, independentemente de sua posição política, sabe que não se pode negligenciar com as forças de defesa……………………………………. (continua)

Fonte http://www.indexmundi.com/

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